sexta-feira, 1 de junho de 2012

Gosto da cor preta. Fiz toda uma apologia ao preto, ao céu negro estrelado e não salvei aqui.
Tentarei de novo, puxar da minha reles inspiração o fluxo de ideias que me guiaram até à louvação do negro.
Acordei hoje com vontade de usar roupa preta, saí ontem com meu filho e suas explicações e reformulações sobre a vida me fizeram pensar que hoje estou muito feliz. A salamandra se refaz a cada membro desfacelado, a borboleta sobrevive a uma metamorfose numa dureza e o Santos Futebol Clube tem como mascote uma baleia Orca! Reunindo tudo isso numa mente de 7 breves anos em palavras ansiosas numa mesa de lanchonete do shopping às quase 22h da noite, depois de um dia inteiro de escola, futebol, arte, quedas, brigas, porradas.
A cor preta, o preto sempre agrada mais ao meu humor alegre. Composta de todas as demais cores, se uniformiza e engradece grandes cenários, como o meu preferido da calada da noite. De nada quieta, no entanto solene, soberba a noite é pura luxúria, pensamentos, sofrimentos, questionamentos que de dia não ousamos parar pra ouvi-los, senti-los, praticá-los. O céu negro abriga minhas constelações fixas de estrelas que cintilaram há anos-luz. POusam sobre o manto negro do céu as minhas estrelas contantes e a pobre da lua, tão instável mas previsível, tem somente 4 faces. No escuro tenho a sensação de perigo, medo, frio na barriga, fome, sede, tesão. OLho para o canto da mesinha de cabeceira, são 01:00. Não queria saber, só que lá estão bem grandes as malditas horas. Como passa rápida minha noite negra. Ah, se pudesse colher as estrelas e elas continuassem a brilhar em meu quarto.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sim, amanhã tenho que trabalhar cedo. Nos dias em que não vou me sinto mal. Uma dondoca, cuidando do cabelo, pele, fazendo ginástica. Sobrancelha, depilação. Deixei a sobrancelha pelo cabelo. Homem não percebe muito pequenas falhas de enchimento de sobrancelhas,  mas uma virilha sem cuidados, é como uma casa desarrumada. Seguimos adiante. Fiquei com raiva de não nos termos visto por 10 dias. Penso na minha negatividade relacional, não é para dar certo de novo. Por que não? Por que não tentar de novo, de novo e de novo? Por que às vezes cansa. Terminamos e reatamos, achei que tinha sido dura demais em minhas palavras, como sempre quando percebo ou menos acho que não vai dar certo. Te mando uma mensagem, desculpe-me, gostei sim de te conhecer. Logo em seguida você me liga. E pergunta tudo bem? Tudo, meu amor. Meu amor? ahhh, desculpe-me é a força do hábito. Mas que hábito? Por que tão longe e tão perto. Você estava bonzinho, não estava ogro. Vamos nos ver. Bom conversar com você, gosta de falar de sexo, pessoas, trabalho, cidades, preferências sexuais. Sempre eles acham que já transei com mulheres, com vários, que sou isso e aquilo. Uma Imperatriz do sexo. Não minha gente, não. Sou comum, aliás muito mais do que se pensa. Confundo chocolates com amor. Se recebo flores, eterno amor. Te gosto e só, por enquanto. Sinto sua falta mas não te quero o tempo todo, numa obsessão desmesurada, se é que tem obsessão sob medida, contida, refreada. Ontem me diz que tem medo de se apaixonar. Fique tranquilo, fofo. Sou extremamente apaixonante e quente mesmo, esse é meu jeito. Intensa. Fogo. Mas estou sabendo ou aprendendo a ser mais inteira. Quero seguir em minha vida de onde parei. Fazer outro caminho. Mais tranquilo e terno, mais seguro, enfim. E você pode estar ao meu lado. Por quê não?

sábado, 14 de abril de 2012

Entrei no carro. O suor de nervoso misturado com a água da chuva quase lágrima. Naquele dia tinha passado por tantas que nem conseguia raciocinar direito. Muitas vezes, os temores, acertos e desencontros do dia interferiam de modo costumaz em minha noite de sono, que dirá de minhas ilusões, parte mais irracional do hemicérebro esquerdo. Me sentia fora e dentro, numa ambivalência sem fim. Do carro, molhada e fora encharcada. Me vira com a face tensa e me pergunta - vamos nos conhecer um pouco? Amanhã tem que acordar cedo? Eram 22:00 hs, sim tinha que acordar cedo para caralho. Doida para fumar um cigarro careta, respondo- nem tanto. Então podemos ir a um lugar "mais tranquilo"? Me tremi toda por dentro junto com febre interna e taquicardia, sem excluir a urgência anal (essa não é nada poética). O que quer dizer com "lugar mais tranquilo"? Cá para mim - lugar mais tranquilo com um cara que tem carro e pelo menos 100 reais na carteira=motel. Querida, fique tranquila, não farei nada que não queira. Vamos para um barzinho que não tenha muita gente, uma música que possamos conversar. Está bem. Vamos. Ah...esse cara é aquele homem que me fará feliz todos os dias da minha vida...
Um rapaz estranho se aproxima de mim na parada de táxi. Estava chovendo e eu como sempre nem olhava para os lados, que dirá nessa circunstância. Não por que tinha medo de molhar os cabelos, chapinha, escova progressiva, o diabo. Era por umedecer meu peito e a água escorrer em minha face como lágrimas forçadas. Começa assim, penso eu. Vou para casa, assisto um filme, ou melhor tento. Nisso me interrompe um homem de meia idade, levemente robusto, não obeso, mas com uma pele um pouco flácida de sedentarismo de anos e anos. Me fala se quero uma carona. Não obrigada. Nem conheço esse cara, penso. Mas se for o homem da minha vida, tal, o homem que me aparece assim de supetão numa noite chuvosa...que romântico!! Logo no outro dia me mandaria flores com chocolate. Não, repito. Obrigada. Imaginei-o novamente com aqueles sobretudos lindos que homens usavam nos filmes americanos, aquelas calçadas inundadas, porém sem alagamentos, buzinas e gritarias. As ruas desertas, sem perigos. POr favor, te levo até a esquina ou mais próximo a sua casa. Mas e a chuva? Ele ri. Eu já te conheço de outro lugar, entre no meu carro, sou do bem, não te farei mal. E você já bem adulta. Hum, está bem. Cadê o seu carro? Nem deixei a possibilidade de ser uma moto. Desculpe-me, sem preconceitos, mas homem pobre de moto, a pé, é foda. Chega. O meu carro é aquele ali, vamos. Era um Agile.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Ela chegou antes ao encontro. Como sempre. Ansiosa e depois de ter tomado uma lata de cerveja e fumado dois cigarros.
Você fuma ou já fumou? Não, de jeito nenhum. Ah, porque odeio cigarro.

Ainda bem que sua foto não era muito bondosa, a imagem real dele era bem mais amena.

Conversamos sobre a vida de cada um, um resumo, um apanhado, uma síntese.

Não sou disso, não gosto daquilo, sou assim ou assado.

Eu também não.

Você também gosta?

Eu adoro.

Você

Eu


Sim, te aceito. Cinco cláusulas de contrato. Um namoro assim, moderno?

Na dúvida, sim. De um beijo bom e macio pode nascer um amor, uma paixão.

Mas daí, já sair de mãos dadas?

Estranho

sexta-feira, 23 de março de 2012

Uma rede gigantesca me prende a esse inferno nada dantesco de você.
Maravilhada com a doce e meiga ilusão de um amor secreto
Um amor interno meu
Desconhecido e voraz
querido e odiado como tudo
na ambivalência bendita da vida